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VÍDEO: O que é cidadania?

Parte # 1 | O Cidadão e o Estado [Jose A Fernandes com Robson Silva]

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Como você vive?

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

E-book grátis: Ditadura Militar e democracia no Brasil



Mais uma obra para seguirmos nas reflexões sobre Ditadura Militar no Brasil. Trabalho coletivo, organizado por Maria Paula Araujo, Izabel Pimentel da Silva e Desirree dos Reis Santos.


APRESENTAÇÃO

Nos últimos anos, os professores de história do ensino fundamental e médio têm discutido uma questão de cunho pedagógico, ético e político: como tratar, nas escolas, os temas considerados “sensíveis”? A expressão “temas sensíveis” designa assuntos de um passado problemático. E um passado pode ser problemático de diversas formas. Pode se referir a um passado marcado pelo autoritarismo (como as ditaduras militares no Brasil e na América Latina); ou por elementos discriminatórios e racistas (como o governo de apartheid da África do Sul); ou a um passado marcado por violência traumática (como atos de genocídio e guerra civil). São temas sensíveis não apenas porque é difícil falar sobre eles, mas, principalmente, porque não há ainda, na maioria dos casos, um consenso da sociedade sobre o que dizer e como falar sobre esse passado.

Em muitos casos, os processos de memória, trauma e reparação ainda estão em curso e diferentes versões ainda estão em disputa — tanto na memória como na história. A ditadura militar no Brasil é um desses temas. Esse pequeno livro pretende, nesse sentido, contribuir para o enfrentamento e o debate desse tema sensível, acreditando que ele possa servir como um instrumento de trabalho dos professores de ensino médio e fundamental. Elaboramos textos de nove capítulos que procuram levantar fatos e debates historiográficos numa linguagem que possa ser acessível aos adolescentes, jovens e adultos dos dois segmentos. A bibliografia de referência desses textos está no final do livro. Procuramos ilustrar cada um dos capítulos com fontes primárias, como imagens de jornal, charges, desenhos, capas de publicações e trechos de depoimentos dos acervos “Marcas da Memória: História Oral da Anistia no Brasil” e “Marcas da Memória: História, Imagem e Testemunho da Anistia no Brasil”.

Cada uma dessas fontes utilizadas para ilustrar os capítulos também permite uma discussão metodológica. As fontes históricas não significam um registro absoluto de verdade. Elas devem ser contextualizadas, interpretadas, analisadas criticamente. E cada uma delas requer uma abordagem diferente. O uso de jornais da grande imprensa como fonte requer que se averigue qual a inserção social e política do jornal. A imprensa é um ator político fundamental do mundo contemporâneo e por isso é importante caracterizar o jornal em foco e distinguir entre os vários tipos de publicação. Durante a ditadura militar no Brasil, os jornais da grande imprensa eram muito diferentes dos jornais da Imprensa Alternativa. Estes últimos eram ligados aos partidos e organizações de esquerda, clandestinos na época. Utilizar esses últimos é recorrer ao imaginário das esquerdas da época.

Trabalhar com desenhos, charges e caricaturas como fonte histórica tem sido um caminho explorado por alguns historiadores. Segundo Rosa Maria Barbosa, “a caricatura lembra ao historiador a importância dada por contemporâneos a eventos que poderiam parecer insignificantes, apontando a relação entre os fatos, a manifestação popular e a opinião pública”. O trabalho com charges e caricaturas permite que o historiador acesse a sensibilidade de uma época. O riso, a ironia, o grotesco de um tempo são capturados pelo desenhista que deixa ao historiador a possibilidade de um tipo de conhecimento particular da época em questão.

O uso de depoimentos exige do historiador uma atenção redobrada. Os depoimentos expressam vivências, experiências do depoente. Sua narrativa nos remete à memória de um grupo, de uma geração, a um discurso que cria identidade não apenas para o entrevistado, mas, em muitos casos, para um grupo de pessoas que vivenciou uma época e acontecimentos vitais em conjunto. Por isso não devem ser tomados como verdades empíricas; mais do que isso, a riqueza de um depoimento é mostrar aos homens e mulheres do presente como foram vividas e sentidas as experiências de um passado recente. No caso de um passado marcado pela violência política, os depoimentos se transformam em testemunhos que traduzem o trauma, mas também a superação. Esse duplo aspecto fica particularmente claro nos trechos selecionados de depoimentos sobre a prisão.

Abordar esse “tema sensível” é importante não apenas para professores e alunos de todos os segmentos de formação escolar, mas para toda sociedade brasileira. Pois apenas conhecendo, discutindo, analisando, revelando os fatos e as experiências ligados à ditadura militar, podemos efetivamente tornar esse momento da nossa história em tempo passado.

Maria Paula Nascimento Araujo




* Originalmente postado em 30/mar/2015.

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quarta-feira, fevereiro 07, 2018

VÍDEO: O que é cidadania? - Parte # 1 | O Cidadão e o Estado [Jose A Fernandes com Robson Silva]




Você sabe o que significa cidadania e o que é ser cidadão? Nesse primeira parte falamos sobre como se desenvolveu o conceito na modernidade e como os chamados "cidadãos" se tornam tais e se inserem no Estado.




Caso esteja recebendo esse post por e-mail, clique aqui para assistir.

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terça-feira, janeiro 30, 2018

Os trabalhadores do mate: entre imagens reais e ideais [José A. Fernandes]



Talvez você já tenha visto alguma propaganda positiva sobre determinado produto, que no fundo não condiz com a realidade dos seus trabalhadores. Esse foi o caso do mate por muito tempo, conforme poderemos observar em duas imagens icônicas nessa postagem.

Pare para observar as duas imagens seguintes: uma da década de 1940, idealizada, perfeitamente harmoniosa e outra, da realidade, nua e crua, de um trabalhador nos ervais do antigo sul de Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul), nas primeiras décadas do século XX.


Essa primeira imagem circulou em algumas edições do jornal O Campo, do Rio de Janeiro, na década de 1940. Trata-se da reprodução de uma tela de grandes proporções de F. Acquarone, pintada sob encomenda do Instituto Nacional do Mate (1938-1967), para decorar seu salão de honra na antiga capital do país.

Essa cena "típica dos ervais", pretendia mostrar a colheita do mate nos estados do sul do Brasil, revestindo-se, segundo a legenda da edição de março de 1943 do jornal mencionado, "às vezes, de aspectos inconfundíveis".



Só pelo fato de ter sido encomendada por uma instituição nacional, que esteve no controle da economia ervateira por 29 anos, já é por demais significativo. Essa autarquia federal sabia das condições reais dos trabalhadores do campo - no caso, os da erva-mate -, mas, como foi praxe durante muito tempo no Brasil, eles não receberam muita atenção dos órgãos federais, ao contrário do que ocorreu com os trabalhadores da cidade. O próprio Instituto do Mate pouco fala dos trabalhadores dos ervais, tratando em seus documentos apenas dos "produtores", que nem sempre eram os que realmente trabalhavam diretamente o mate. 


Mas, passemos para a próxima imagem. Nela se vê um trabalhador (provavelmente paraguaio ou indígena), carregando o famoso raído (fardo enorme de erva-mate) que transportava dos pontos de corte e sapecamento até os chamados barbacuás (onde ela era seca definitivamente). Ele carregava na cabeça, como o nosso modelo da foto, que fez exibição para pessoas importantes que visitavam a fazenda Campanário, sede da famosa Companhia Mate Laranjeira. 

Bom, alguém poderia dizer: "mas a primeira foto era do sul do Brasil, onde os colonos europeus chegaram, construíram de forma mais organizada e onde - também de forma organizada - trabalharam com as suas famílias. Não é a mesma coisa!". 

Devo então ser chato (só um pouco) com meus amigos do sul. É preciso que se saiba que os colonos europeus que chegaram ao Rio Grande do Sul, ao norte de Santa Catarina ou ao Paraná, aprenderam a trabalhar a erva-mate sim, mas logo que podiam contratavam os caboclos, antigos moradores da região, que já conheciam bem a planta, para fazerem o serviço nos ervais. Restava então aos colonos europeus organizar a extração e vender o mate. 

Claro que não foi esse o caso de todos os colonos do sul do país. Muitos deles também embrenharam-se na mata, por entre os pinheiros, correndo os riscos que a "selva trágica" dos ervais ofereciam. 

Mas (e esse é o último "mas"), quando falarmos de realidade dos ervais (incluindo a realidade da produção do nosso querido chá Matte Leão), devemos ter mais em mente a segunda imagem. Assim, faremos melhores honras aos que produziram e ajudaram a engrandecer a história do "ouro verde" do Brasil. 

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domingo, janeiro 28, 2018

Um poema ao chimarrão - por Glaucus Saraiva



Palmeio o velho porongo
derramo a erva com jeito
encosto a cuia no peito
batendo a erva prá um lado;
com os quatro dedos curvados
formo um topete bem feito.

Com um poquito de água morna
bem devagar despejado,
tenho o amargo ajeitado
que ponho a um canto pra inchar;
e espero a água esquentar
pitando o baio sovado.

A pava chiou no fogo.
Encho a cuia que promete;
a espuma se arremete
bem pra cima, borbulhando,
e acariciante, beijando,
branqueia todo o topete.

Agarro a bomba de prata,
tapo o bocal com o dedão,
calço o bojo bem no chão
da cuia e vou destapando
a bomba que vai chupando
um pouco de chimarrão.

Derramo outro pouco d'água
para aumentar o calor...
e o mate confortador
vou sorvendo em trago largo,
pois me saiu um amargo
despachado e roncador.


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quinta-feira, janeiro 25, 2018

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