Identidade 85 ::

Sobre o Dia D

(incluindo álbum de fotos)

Coisa de novela?

Livros para conhecer o "verdadeiro" Dom Pedro I

Resenha de filme

"Cavalo de Guerra" (2012)

Lançamento do meu livro!

Erva-mate e frentes pioneiras

VÍDEO: O que é Imperialismo?

Ele acabou ou ainda existe Imperialismo?

O que é dinheiro (Parte 3)

Existe alternativas?

sábado, junho 24, 2017

Filme: “Um homem bom” (Good) (2008) [resenha]




Você já se imaginou vivendo na Alemanha no período de plena ascensão do Nazismo? Como você agiria em relação aos fatos ocorridos, sobretudo, na década de 1930? Como imagina sua vida sendo um alemão “puro” em meio a pregações de eugenia e arianismo

Pois é, esse é o cenário de fundo desse filme de 2008, que conta a história do professor John Halder (Viggo Mortensen), um homem casado, de meia idade, que tem que se dividir entre o trabalho na universidade, a esposa depressiva, os filhos carentes de atenção e a mãe tuberculosa. É esse mesmo Halder que em momentos de pressão vê a vida ser musicada – isso mesmo, tudo acaba em música (não necessariamente feliz) para o velho Halder!

É esse mesmo Halder que começa a ser levado por uma realidade nova, inesperada e insana.

Após conhecer uma aluna sua admiradora, deixa a mulher, arruma uma babá para a mãe e muda-se para uma nova casa. Isso tudo enquanto frequenta regularmente seu psiquiatra e amigo Maurice Glukstein (Jason Isaacs), um judeu, que assim como Halder é veterano do exército alemão da Primeira Grande Guerra.

Mas, as mudanças mais significativas em sua vida não serão essas mencionadas, embora estejam com elas entrelaçadas. As mudanças maiores acontecerão na vida “política” de Halder. Até então reticente quanto a um partido que começa a crescer, o Nazismo, e seu líder, Adolf Hitler, logo se vê envolvido com a política, com o mesmo partido e seu líder, ganhando cargos e posições estratégicas. Isso tudo por causa de um livro seu que trata sobre eutanásia e amor (ao mesmo tempo).

Bom, mas eu não quero estragar a história contando seu final. Só advirto para que não faças julgamentos precipitados. De qualquer maneira, dá para dizer que o “homem bom” (em inglês apenas Good), do diretor Vicente Amorim, será sacudido por reviravoltas e inquietações - talvez valha adiantar também, por vacilações.


Professor Halder trabalha em um projeto sobre eutanásia

* Eugenia: teoria que busca produzir uma seleção entre os seres humanos, baseada em leis genéticas, de que se pode alcançar a "perfeição"; eugenismo.

* Arianismo: doutrina nazista que cria na existência de uma raça superior, pura, diferente de outras existentes, como negros e asiáticos.

Dica de E-Book:

 livro segredos do nazismo

Os Segredos do Nazismo 
Sérgio Pereira Couto


** Originalmente postado em 6/fev/2013.

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terça-feira, junho 20, 2017

Está à venda o meu livro "Erva-mate e frentes pioneiras"!



É com muita alegria que comunico que está à venda o meu livro "Erva-mate e frentes pioneiras". 

Nele pretendo apresentar aos leitores pontos específicos, a história da erva-mate e os movimentos migratórios para o atual Mato Grosso do Sul, buscando contribuir para o estudo do contexto histórico mais amplo do Brasil no século XX.

Fruto de pesquisas realizadas nos últimos anos, conta o mesmo com análise de questões econômicas e relações de trabalho, além de aspectos sociais e culturais, relativos à colonização de uma região importantíssima para a Marcha para Oeste de Getúlio Vargas, se inserindo, portanto, em momentos importantes para entendermos a história nacional.

Se este mesmo século foi o "breve século" de Eric Hobsbawm, tendo ele eventos mundiais importantíssimos em mente, por que então não entendermos também este como um século de mudanças fundamentais em nossa história nacional? Um século de ditaduras, golpes, mudanças fundamentais e busca por consolidação da democracia. 

E é nessa história nacional que se insere a erva-mate, produto tão importante para a formação de quatro estados brasileiros (Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). 

Erva-mate e frentes pioneiras: dois mundos antes estudados de forma separada e agora juntos neste livro, vistos a partir da ocupação não indígena de um espaço tido por idealizadores oficiais como "vazio". Um mundo ocupado por indígenas e imigrantes paraguaios, onde vão se inserindo os "pioneiros" das mais diversas regiões, sobretudo do Nordeste brasileiro, em busca de vida melhor para si e suas famílias a partir da década de 1940. Colonos estes dos quais alguns se tornarão ervateiros e outros que de alguma forma tirarão proveito da Ilex Paraguariensis.

Para adquirir acesse: http://bit.ly/ErvaMate-Amazon

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* Postado em 15/fev/2017.

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quarta-feira, junho 14, 2017

Dica dupla de livro: Paul Veyne "Pão e Circo" e "Os Gregos Acreditavam Em Seus Mitos?"



Essa semana completa 87 anos (13 de junho) Paul Veyne, um dos grandes historiadores-arqueólogos da Antiguidade Clássica (Roma e Grécia) do século XX. Por isso a nossa dica dessa vez é dupla: "Pão e Circo" e "Os Gregos Acreditavam Em Seus Mitos?" 📙 Do que fala "Pão e Circo": "Panem et circenses": por qual motivo a elite romana organizava jogos e distribuía trigo para a plebe? Prática diversionista? Clientelismo? Despolitização? Populismo? Esta obra monumental reúne uma investigação minuciosa sobre as origens dessa prática tão comum a aristocratas e imperadores. Juvenal via ali a derrocada da república; a massa trocava seus votos por diversão e alimento. Veyne descontrói essa interpretação monolítica e oferece uma complexa chave de leitura para a compreensão dos acontecimentos históricos, sociais e políticos. Mais que simples mecanismo de controle da plebe, a política do pão e circo remete a práticas herdadas das cidades-Estado gregas de comprometimento com o bem comum, as quais tanto embutem um sentido de dever, como também são usadas como demonstração de superioridade. Apropriadas de modo específico pela elite romana, conforme as características de sua sociedade, essas liberalidades oferecidas ao povo são contextualizadas historicamente e caracterizadas por Veyne como “evergetismo” – um fenômeno mais amplo em que, por diversas motivações, aristocratas realçam sua posição social por meio de doações ostentatórias para a coletividade. 💻Onde comprar: http://acesse.vc/v2/164be029d06 ----- ::: 📕 Do que fala "Os Gregos Acreditavam Em Seus Mitos?": Ao decidir estudar, a partir da crença dos gregos em seus mitos, as várias maneiras de crer – a crença no que os outros dizem, a crença por experiência própria –, Paul Veyne concluiu que, em vez de falar de crenças, deveria falar de verdades, elas próprias imaginações. “Nós não fazemos uma ideia errada das coisas: a verdade das coisas é que, através dos séculos, foi constituída de maneira peculiar”, escreve. Longe de ser a mais simples experiência realista, a verdade, diz o autor, é a experiência mais histórica de todas. Ele explica que as verdades relacionam-se a contextos culturais, e podem ser questionadas em outras esferas de cultura, diferentes. O olhar contemporâneo sobre o passado ilustra essa visão, pois costuma classificar a quase totalidade das produções anteriores como delírio e considerar como verdade, e muito provisoriamente, somente o que constitui o “último estado da ciência”. 💻Onde comprar: http://acesse.vc/v2/16428cba075

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terça-feira, junho 06, 2017

Dica de livro: As Espiãs do Dia D, de Ken Follett



Aproveitando as comemorações dessa semana importante para a Segunda Guerra, segue uma dica de livro. Não podemos confundir as coisas, mas trata-se de uma obra de ficção inspirada profundamente na realidade de 1944, ano decisivo para esse conflito mundial.

Sinopse

Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa.

Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile.

Porém, além de altamente vigiado, esse ponto estratégico é à prova de bombardeios. Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado.

Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras.

Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera.

“As espiãs do Dia D” é um thriller de ritmo cinematográfico inspirado na vida real. Lançado originalmente como Jackdaws, traz os personagens marcantes e a narrativa detalhada de Ken Follett.

Para comprar, clique abaixo na capa ou no botão.

 livro As Espiãs do Dia D
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Sobre o Dia D (incluindo álbum de fotos)



Em 6 de junho, dia em que se comemora os 73 anos do Dia D, fazemos aqui nosso registro, com alguns comentários sobre esse que foi um dos momentos chave da Segunda Guerra Mundial, mas não o único.

O Dia D é frequentemente mitificado, como o Dia que mudou o mundo, "o mais longo dos dias". O general americano Dwight Eisenhower o chamou de "A Grande Cruzada". Claro que ele teve importância fundamental, como parte que foi do processo para libertação francesa, mas não resolveu tudo e deixou questões importantes. 


Fazia parte do plano que executaram o desembarque em 5 praias ao longo da costa da Normandia, no norte da França ocupada pelos alemães, que receberam os seguintes codinomes: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword. 


Mapa do Dia D. Fonte desconhecida.

De forma muito resumida, os primeiros soldados aliados a pisarem na região são os paraquedistas, designados para protegerem os flancos da zona de desembarque; eles são seguidos de uma frota de quase 5 mil navios de desembarque e embarcações de ataque. A primeira onda ofensiva então é feita por soldados norte-americanos na praia de Omaha, que Robert Capa chamaria de "a praia mais horrível do mundo"; de lá desembarcam os norte-americanos também em Utah, onde para avançar, são auxiliados pelos caças da Real Força Aérea britânica. Enquanto isso, desembarcam na praia Juno as tropas canadenses, encarregadas de conquistá-la; os britânicos na praia Gold, onde encontram pouca resistência, o que é um tanto diferente no caso de Sword, onde alemães fortificaram a área com defesas que consistiam em obstáculos na praia e em fortificações nas dunas de areia.


Soldado norte-americano prestando socorros ao companheiro. 
Fonte: Biblioteca do Congresso dos EUA.

Em termos numéricos, os Aliados, tendo os EUA como principal força militar, planejaram desembarcar 320 mil homens em uma semana - média diária de 10 mil homens por dia, que seriam acompanhados de 3.200 veículos e 15 mil toneladas de suprimentos. O ataque que antecedeu o desembarque anfíbio contou com 1.500 aviões, que trouxeram consigo os paraquedistas que nos referimos acima. Entre os números temos que 160.000 homens cruzaram o canal da Mancha só nesse dia 6 de junho, que se somariam aos mais de três milhões de aliados que estariam na França até o final de agosto daquele ano. Estima-se que cerca de 5.400 soldados perderam a vida só naquele dia!

Por isso reconhecemos que ele foi o maior movimento concentrado de tropas e armas da história das guerras. Sobre isso não há dúvida. Mas antes dele já tinha ocorrido a Batalha de Stalingrado e a retomada do norte da África; depois dele ainda haveria muito o que fazer nas frentes europeias, ocorrendo um novo desembarque em Provença (15 de agosto), onde contaram com soldados africanos das colônias e jovens das Forças Francesas Livres. Haveria ainda uma ação, agora às claras, dos Partisans, membros da resistência francesa, em apoio à libertação de Paris. Sem falar dos enfrentamentos no Pacífico contra o Japão, que só se renderia com o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, mais de um ano depois portanto.


Tropas dos Estados Unidos caminhando em água rasa 
e sob tiroteio nazista. Biblioteca Digital Mundial.

Mas voltando ao Dia D (também chamada de Operação Netuno), ele é parte da chamada Batalha da Normandia, que recebeu o codinome Operação Overlord. Sem querer desfazer a grandeza da coisa, a pretendida libertação da França não foi rápida, só ocorreria em 24 de agosto de 1944, após quase 90 dias do início da operação nas praias da Normandia, ao custo da morte de cerca de 445 mil pessoas (entre soldados e civis)

Por isso, podemos dizer que o Dia dos Dias foi apenas uma porta aberta (grande porta, diga-se), com muito custo em vidas, para os derradeiros e decisivos meses que viriam à seguir na Segunda Guerra Mundial.


Dica de livro:

 livro dia d

de Stephen Ambrose
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Veja mais fotos do Dia D








Fontes consultadas para este texto: 


Fontes das imagens: www1.toronto.cahistomil.com, www.wdl.org e witnify.com

* Originalmente postado em 7/jun/2015.

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