Identidade 85 ::

Na onda do momento...

A arte antiga que ofende os olhos modernos

Histórias do Brasil - episódio 10:

O Sonho de Juscelino, Brasília, 1958

Getúlio Vargas e a Ditadura do Estado Novo

Como Vargas se manteve e instalou uma ditadura no Brasil?

LANÇAMENTO:

Belchior - Apenas um rapaz latino-americano

Tudo é política

E o cidadão é fundamental para a construção do passado

DOCUMENTÁRIO COMPLETO

Como a Volkswagen colaborou com a ditadura

terça-feira, novembro 07, 2017

Fotos do acidente de Juscelino Kubitschek



Aos que se interessam por polêmicas envolvendo a história do Brasil, neste caso envolvendo a misteriosa morte de um popular ex-presidente, seguem algumas fotos do opala do Juscelino Kubitschek (o JK) e recortes de jornais após seu "acidente" em 22 de agosto de 1976. 

(clique para ver maior)






 

Dica do blog:
 livro O Brasil de Juscelino Kubitschek

O Brasil de Juscelino Kubitschek
Lucas Rodrigues de Motta Pires
 Clique aqui para comprar!


* Fotos colhidas da internet, onde não constava autoria. Caso conheça as informações autorais, ficaria grato em recebê-las para acrescentar.

** Postado originalmente em 14/dez/2013.

Compartilhar:

quarta-feira, setembro 13, 2017

A arte antiga que ofende os olhos modernos


Tempos atrás uma reportagem de Alister Sooke para a BBC Mundial me chamou a atenção por um fato curioso, que cientificamente não é novo, mas popularmente sim. Trata-se de um tipo de arte "que ofende os olhos" modernos. 


As técnicas usadas seguem o padrão das consideradas "grandes obras", não deixando nada a desejar quando se fala em "alta cultura". O que muda são as cenas representadas, que podem mostrar torturas e castigos divinos, mas também cenas corriqueiras entre os povos da chamada Antiguidade Clássica: pornografias. 

O interessante, mas não uma grande surpresa suponho, é que alguns documentos bem preservados parecem sugerir que esculturas e obras de arte encontradas no século XVIII em Papyri, nos arredores de Herculaneum (veja logo abaixo), podem ter sido encomendadas por um homem sofisticado e bem letrado. Ele as teria mandado fazer para escandalizar seus convidados?

Uma familiarização com a cultura romana nos fará  refletir um pouco mais e pensar que talvez não fosse exatamente esse o caso. Nos faz lembrar que, enquanto decoramos nossos jardins com duendes e afins, os romanos os decoravam com pornografias, imagens de bravura e cenas sangrentas.

Tais imagens disponibilizadas por Sooke me fizeram lembrar de alguns textos estudados em minha época de graduação, que mostram um outro lado da arte romana, neste caso o grafismo em Pompéia*. Interessante  poder olhar as ruínas dessa cidade "perdida" e encontrar grafites com mensagens de amor e saudade, mas também, com uma frequência interessante, mostrando cenas de órgãos sexuais e cenas de coito. Neste caso, as inscrições nas paredes provêm de inúmeros e diversos grupos populares da cidade, tais como: agricultores, comerciários, artesãos, gladiadores, criadores de animais e soldados.

 Gráfite de Pompéia mostra cena íntima de um casal

Voltando as imagens apresentadas por Sooke em sua reportagem para a BBC, seguem alguns exemplares de arte encontradas na cidade perdida de Pompéia e de Herculaneum (clique na imagem para ampliar):

Essa escultura em mármore mostra um sacerdote troiano e seus filhos lutando para escapar de cobras mandadas por Poseidon para sufocá-los.


Essa estátua monstrando uma cena violenta data de cerca de 79 d.C.


Uma das obras de arte mais famosas da Antiguidade, esta estátua do Pan e a cabra foi descoberta em Herculaneum em 1752.

Nesta um homem preso a uma árvore, sendo castigado pelo deus Apólo, por perder uma competição musical. 
  
Estas estátuas datadas de cerca de 79 d.C., mostra um Hércules indigno fazendo suas necessidades.

Este curioso objeto, chamado de "tintinabulum", mostra um órgão fálico com asas, sinos e pés de leão.

Dica de livro:

 livro arte em movimento

Christian Demilly
 Clique aqui para comprar!

* Sobre grafismo em Pompéia existe o livro da profa. Lourdes Conde Feitosa, Amor e Sexualidade o Masculino e o Feminino em Grafites de Pompéia, publicado por Annablume/Fapesp, em 2005.

Fontes:

Alister Sooke. Sculpture of ancient Rome: The shock of the old. Disponível em: http://www.bbc.com/culture/story/20130419-the-shock-of-the-old/1.

Todas as imagens, de diversos autores, foram retiradas do site BBC: http://www.bbc.com/culture/story/20130419-the-shock-of-the-old/1

** Originalmente postado em 3/maio/2013.

Compartilhar:

terça-feira, setembro 12, 2017

Histórias do Brasil - episódio 10: O Sonho de Juscelino, Brasília, 1958



Em seu último episódio a série Histórias do Brasil nos leva a pensar sobre o momento pós-Getúlio e nos insere no famoso Plano de Metas de Juscelino Kubitschek, incluindo aqui especialmente a construção de Brasília, a nova capital do Brasil, que se tornou uma obsessão de JK, a sua meta-síntese.

Claro que a ideia de construir uma nova capital para o país não era nova. Segundo Marieta de M. Ferreira, desde o século XIX "já se discutia... já havia até um, um planejamento". É uma ideia antiga, "mas que nos anos 50, ela aparece como viável e principalmente como representando todo um movimento de modernização", diz a professora Marly Silva da Mota. Daí se pensar: o que representava esse moderno?

Este episódio se concentra em 1958, no Brasil, "que está acompanhando os primeiros passos da Bossa Nova e os jogos da Copa do Mundo de Futebol, na Suécia, vive de esperanças". Pareciam anos dourados, num Brasil que tinha rádio, televisão e automóveis, que rumava para o futuro, com a industrialização cada vez mais estabelecida. Mas, não se enganem, nem tudo são flores...

Convidadas: Marly Silva da Mota, Marieta de Moraes Ferreira e Santuza Cambraia.




Dica de livro:

 livro A História do Brasil em 50 Frases

Jaime Klintowitz
Clique aqui! 

Lista dos episódios:

1 - Antes do Brasil, Cabo Frio
2 - Colonização
3 - Guerra pelo açúcar
4 - Entradas e Bandeiras
5 - Ouro e Cobiça 
6 - Leituras Perigosas
7 - O Sangrador e o Doutor
8 - Vida e morte no Paraguai
9 - Propaganda e Repressão
10 - O Sonho de Juscelino

* Originalmente postado em 5/out/2013.

Compartilhar:

quinta-feira, setembro 07, 2017

Nota sobre a Independência do Brasil




Há quem diga que não  sou patriota quando falo sobre nossa condição de país em busca de soberania e independência. Mas, afinal, somos mesmos independentes? Ou fazemos parte dos jogos de interesses num sistema global? E o que isso significa para os diferentes grupos que compõe a colcha de retalhos humana do Brasil? 

Se formos parar para analisar cruamente a situação, desde aquele 7 de setembro de 1822, nos deparamos com continuidades e rupturas (creio que mais continuidades). Sem falar sobre o fato de continuarmos Monarquia enquanto todo restante da América instalava Repúblicas, nós (porque também sou brasileiro) saímos da condição de país politicamente dependente de Portugal para a de dependentes economicamente da Inglaterra. Se bem que já pagássemos favores aos ingleses antes, somamos aí mais 2 milhões de Libras Esterlinas - além dos acordos favoráveis à eles que continuariam a ser assinados.

Pagamos para nos libertar, ao menos oficialmente, dos portugueses, mas ainda nos mantivemos reféns dos ingleses. A continuidade se deu até mesmo em relação a Portugal e ao Imperador que nos foi deixado, o Dom Pedro I, que em sua teimosia de "ficar" por essas bandas liderou a separação de Portugal, que seu pai passou a reinar presencialmente desde que foi embora em 1821.

Não que eu queira defender algum tipo de xenofobia contra os portugueses, como de fato ocorreu em muitos lugares do nosso Império naquela época, especialmente nas cidades mais desenvolvidas, como o Rio de Janeiro, ou contra os ingleses que souberam investir vastas somas em nosso país, especialmente na forma de empréstimos, construções de ferrovias e outras coisas mais. Até porque, no caso dos portugueses, somos em parte (se seguirmos a lógica de Gilberto Freyre) produto da mistura deles com índios e negros. 

Mas, o que quero com essa postagem é deixar uma provocação, no sentido de refletirmos o que é ser independente. No caso do Brasil, até onde poderemos ir nos isolando do resto do mundo? Isso é vantajoso economica e/ou socialmente? Devemos pensar profundamente a relação entre soberania e liberdade, que é mais complicada do que aparenta. E até mesmo até onde é ou não vantajoso defender um nacionalismo cego, que esquece que gente como a gente está inserida em algo bem maior e que liberdade para nós nada mais é do que algo condicionado pelo meio em que vivemos e pelas relações que mantemos, sejam elas locais, nacionais ou internacionais. 


Dica de livro:

 livro formação do brasil contemporaneo caio prado jr

de Caio Prado Jr.
Clique aqui! 

* Originalmente postado em 7/set/2014.

Compartilhar:

Livros para conhecer o "verdadeiro" Dom Pedro I



Dom Pedro I virou novela, um tanto caricato ao ser representado por um ator (Caio Castro) que na minha opinião está longe de transmitir ares aristocráticos - sem falar que não manda bem no idioma dos nossos "nobres" colonizadores. Por isso, ler é preciso, acreditar em tudo não é preciso!

Ler um pouco então faz bem, ajuda a curar as feridas causadas pelas más "contações" da ficção, ilumina o caminho dos pobres (e das pobres) de conteúdo, além de fazer os "trabalhos" de interpretação de uma quase estranha figura nacional.

A lista de livros sobre Pedro de Alcântara (o primeiro) - o libertador que nada libertou - é extensa, mas separemos aqui alguns que são de cunho biográfico. Desses há alguns títulos que valem a lida, ainda que seja pra criticar.
Na lista dos escritores respeitáveis, está Mary Del Priori, com A Carne e o Sangue.


 livro a carne e o sangue

Seguem-se outros autores, como Isabel Lustosa com seu D. Pedro I - Um Herói sem Nenhum Caráter, partindo da história de Macunaíma para explicar o imperador do Brasil. Um mais completo escrito por Sérgio Correia da Costa, está intitulado como As Quatro Coroas de D. Pedro I.

 pedro i um herói sem nenhum caráter

Há uma obra mais antiga, em três volumes do escritor brasileiro Otávio Tarquínio de Sousa, A Vida de D. Pedro I.

 a vida de d pedro i

Um livro bem mais recente é D. Pedro: Imperador Do Brasil E Rei De Portugal, de Eugénio dos Santos, lançado pela editora Alameda.

 livro dom pedro Imperador Do Brasil E Rei De Portugal

Tem-se aqueles livros que podem ser lidos quase como literatura, onde colocaríamos 1822, do jornalista-historiador Laurentino Gomes.

 laurentino gomes 1822


 livro pedro i a história não contada livro Titília e Demonão
Ainda sobre Leopoldina e o primeiro imperador do Brasil, há o livro Leopoldina E Pedro I, de Sonia Sant´Anna. Ele conta a história da primeira imperatriz do Brasil, descrita por seus contemporâneos como "a mais doce de todas as princesas", e também "a mais desprezada das esposas". Uma mulher apaixonada por Pedro desde que o viu em um retrato, que foi infeliz no casamento mas se manteve fiel em seu posto, participando ativamente do movimento pela independência do Brasil e trabalhando por seu reconhecimento pelas nações europeias.
 livro leopoldina e dom pedro i
Há enfim, muita bibliografia direta ou indireta sobre Pedro, filho de João e de Carlota. Com certeza seu amigo descolado, que manja de História, o tio legal que sabe muito sobre o passado, ou ainda seu professor de História ou de cursinho preparatório para ENEM ou vestibular poderá complementar essa lista. De qualquer forma, ficam as nossas dicas.

Ah! Se quiserem comprar os livros indicados, é só clicar nos títulos ou nas capas que colocamos ao longo da postagem.

Aquele abraço!

* Postado originalmente em 3/jun/2017.

Compartilhar:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Digite e tecle Enter para buscar!